quinta-feira, 2 de julho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

beta

lembra do grunhido no final de karma police? é quando você foi embora. e a próxima faixa é no surprises. mas não tem problema, já se passaram tantos anos. o céu nem é da mesma cor, nem o meu cabelo, nem as paredes. já se passaram tantos anos. e não dividimos a mesma cama, ou a mesma cena. só o mesmo choro. nunca mais ouvi seu choro. sigo meus pés, confusos, que ultimamente andam numa circunferência tão triste em volta de mim mesma. sabe? de passar noites indo e voltando para o mesmo ponto. que às vezes é você. não de forma a querer dirigir até sua porta e meio que recitar aquela letra do odair josé. não. de revisar toda a minha vida porque ela começou com você, e talvez acabe também. hoje não dormi, amanheceu e o sol na minha cara interrompeu um pensamento miserável. que era o seguinte: durante a história, você sabe, a história com h maiúsculo, enésimas vezes pares de pés passaram pelo mesmo constrangimento psicológico que o meu. esse, de não sair do lugar. depois consertaram o infortúnio com uma invenção excepcional. o relógio, o telescópio, o vapt vupt. pois é, ainda não mirabolei nenhuma recompensa por estar presa nesse intervalo recreativo que não muda. quiçá eu invente finalmente a máquina do tempo e possa voltar para te contar todas as coisas que descobri depois que nunca mais te vi: saturno jamais vai tocar plutão, eu ainda amo seus óculos quadrados e ok computer não é o melhor álbum do radiohead.

yasmin

estratosfera surda

certa vez vi um filme que falava sobre o barulho urbano se aglomerando numa sintonia estranha
que parece música
depois li um livro que citava uma determinada música
não me lembro o nome
e essa música era puro silêncio
não sei, uns 9 minutos de silêncio, onde você encaixava os sons do seu redor
o assovio pro táxi
o escarro
o metrô saindo
a água explodindo o hidrante
a sirene
o trânsito
o choro
a cigarra
os passos
o tiro
o brinde
o tombo na escada
a sacola no vento
o vento
juntos numa nota, ou várias
não entendo nada de arranjos, mas esses caras entenderam
todos os ruídos desconexos da rua são, por determinação de alguém, uma maldita música
que toca sem pausa
e a minha cabeça é uma desgraça
um túnel de lata
não faz um instante de silêncio
eu nem sequer sei mais distinguir a minha voz do seu grito, o seu gemido da tv, a manifestação do tiroteio
deve ser realmente como disseram, a gente é só sonoridade
uma porcaria sonora se aglomerando numa sintonia estranha
que parece música
mas não é

yasmin

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Stay With Me

Curti pra demais esse cover da Jessie J, ela tem uma voz incrível. Falar a verdade, não gosto muito daquelas paradas pop dela, mas quando ela ela quer mostrar a voz, eu eim! Confere aí:


Música: Stay With Me, do Sam Smith.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Filme e Música

E aí galera!
Sei que aqui no Blog parece que só venho de visita, dou um "Oi" e vou embora. Mas fazer o que né!? Não sou muito boa nisso.
Então, vim deixar aqui pra vocês uma música pra vocês conferirem e uma dica de um filme novinho em folha, que ainda vai sair no cinema e vocês podem ir assistir. O filme é como desculpa por demorar aparecer por aqui e a música é como desculpa pelo filme que quem curtir vai ficar louco pra ver e vai ter que esperar o lançamento (como eu). Confere aí vocês vão amar!!!



Gabriel Elias - Você merece o mundo
Canal no Youtube: youtube.com/Bielzin505
Facebook: facebook.com/gabrieleliasmusica



Filme Ponte Aérea - Trailer Oficial (2015)

Bruno (Caio Blat) e Amanda (Leticia Colin) se conhecem durante um voo que devido a uma tempestade tem seu trajeto desviado e faz um pouso de emergência de Belo Horizonte, onde seus passageiros irão passar a noite. Amanda é uma jovem e bem-sucedida publicitária, Bruno é um artista plástico talentoso mas que se recusa a amadurecer. Apesar de serem bem diferentes, os dois sentem uma atração inexplicável um pelo outro e vivem um amor momentâneo. O filme discute a dificuldade dos jovens em criar laços duradouros e sua resistência em enfrentar questões da vida adulta.

Lançamento: 26 de março de 2015
Dirigido por: Julia Rezende
Com: Letícia Colin, Caio Blat, Emílio de Mello
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil
Distribuidor: PARIS FILMES

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sugestão de Livro - Cartas na Rua (BUKOWSKI, Charles)

Falar desse livro não é fácil, pois precisa das palavras certas pra não deixá-lo nenhum pouco menos incrível do que realmente é. Para mim é um livro incrível, pois adoro essa escrita do estilo literário Beatnik (um movimento sociocultural nos anos 50 e princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida antimaterialista - Wikipédia mesmo tá haha). Alguns não recebem bem esse estilo de escrita, por ser algo mais "na lata", mas nada melhor do que sair do comodismo e ver o mundo com outros olhos com as histórias, maneira de pensar e o "estilo largado" do Bukowski. 
É o primeiro romance que conta a história pela voz de Henry Chinaski, seu alter ego, Bukowski narra suas memórias em tom hilário e melancólico.
É um livro de irreverência continua, tem coisas engraçadas, bebedeiras (como de costume em textos do Bukowski), momentos tristes e lindos (que são meus favoritos) e sexo.
Resenha 
Chinaski (pseudônimo de Bukowski), decide se candidatar a uma vaga nos Correios e como ele mesmo diz na primeira linha do romance: tudo começou como um erro. Dentre idas e vindas dos Correios muita coisa acontece na vida dele, muitas mulheres e até uma filha com Fay, uma mulher que ele encontrou depois de sair do jóquei numa emboscada. 
O livro é um romance-autobiográfico se assim pode se classificar, pois conta a vida de Bukowski durante esse emprego nos Correios. Ele revoluciona queimando as cartas do 4° setor ao acender um charuto, o tempo todo ele vai meio que por obrigação, se mostra cansado do trabalho, que realmente é um saco, além das cobranças do chefe, que não tolera 5 minutos de atraso e faz questão de tudo. Tem várias aventuras no jóquei, aonde mesmo depois de muito trabalho o cara ainda tinha coragem para encher a cara a noite inteira.