quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Ela Quer Tudo

Ela Quer Tudo (She’s Gotta Have It) é a aposta da Netflix no primeiro trabalho de Spike Lee. O filme homônimo foi escrito e dirigido, além de atuado, pelo renomado diretor ainda no início de sua carreira, em 1986. Já a série, lançada no final de 2017, também conta com seu roteiro e direção para guiar o desenvolvimento, mas têm diferentes roteiristas e diretores para retomar, atualizar e expandir a história original. Com um visual e complexidade mais atuais, a obra acompanha uma mulher jovem, negra e pansexual vivendo no Brooklyn. A ideia é retratar as dificuldades que Nola Darling (DeWanda Wise) encontra na tentativa de conciliar sua profissão como artista, vida financeira, amizades e vida sexual. 

A questão do direito às diferentes formas de liberdade, de personalidade, artística, estética e sexual, permeia completamente a série. A personagem de Nola é a representação da mulher que está em busca de ser e fazer o que deseja em privado e em sociedade. Dessa forma, além da discussão inicial de novos formatos de relacionamentos emotivos e sexuais, Ela Quer Tudo apresenta quase que um manifesto artístico que engloba política, sociedade e etnia.
A série levanta questões e discussões, sem querer resolvê-las no roteiro. "Fez você pensar? Ok. Vamos para o próximo passo", pois o intuito é continuar deixando os episódios divertidos e interessantes; você não está assistindo uma série militante e ao mesmo tempo está envolvido em várias questões. 
Poderia ter investido mais no aprofundamento e desenvolvimentos de narrativas paralelas com os personagens secundários, mas ainda assim cumpre a tarefa de retomar uma interessante história. 
Não é uma série de se entender mulher, ou algo do tipo, e sim já estar vivendo esse entendimento. Nola sabe dos seus anseios, desejos, o que é e o que não é, o ponto principal é como continuar aceitando isso sem se importar com a opinião alheia, ou até mesmo fazer pessoas próximas simplesmente entenderem. 



Fontes usadas: Blah Cultural

sábado, 18 de agosto de 2018

Teorias?


Eu sou a única que procura entender as letras e saber a mensagem dos clipes da banda Twenty One Pilots? Se você também cria algumas teorias na sua cabeça, compartilha nos comentários. 
* Alguém entende a mensagem da música Message Man?
* Clipe e música nova do álbum Trench.
* Procurando tempo e coragem para atualizar os links de Daria. Tem muita gente ainda interessado em fazer os downloads? Comente no Chat Box.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Eu vi um vulto no escuro.
Será viagem?
Um dito?
Um ente desalmado?.
Minha cabeça está criando demônios. Meu corpo se desfazendo em pecado, e não adianta soprar.
Os ruídos, a podridão, o feto, o medo... Tudo sujeira que eu fiz...
Me viro, e o infortúnio se apaga com a luz.
Os deuses querem me deixar insólita.
Eles hão de forrar a lama para o meu corpo se deleitar.

Anna Rodrigues

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

quando penso na califórnia, só penso no pôr do sol

espero

que esse céu vermelho-alaranjado me escolte
porque não sei tirar os olhos da tua silhueta
e eu só queria a califórnia
mas acordo
semana que vem
na próxima terça-feira
e já esqueci.
que qualquer evidência da tua mão
ou do teu bigode
peculiar
suma
mas que a califórnia dure.

yasmin

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Fight Club





Sei que a primeira regra do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta, mas acho que isso só vale pro filme, pois esse deveria ser um filme pra vida. Antes do filme, existia um livro, mas o filme foi uma adaptação completamente perfeita, para mim e muitos. O melhor filme de todos os tempos!

"O filme em si, faz uma crítica sobre o sistema capitalista em que vivemos, onde somos avaliados pelo que temos, e não pelo que somos. E é onde o conformismo e consumismo o tornaram alguém despedaçado." (No caso, Edward Norton o ator)

Quem não assistiu o filme, deve conferir e ver como é incrível! Mas estou aqui para repassar um post super foda que achei no site Brasil Post. Sei que é meio "Ctrl+C/Ctrl+V", mas como é filme muito conhecido e foda, não iria deixar só uma simples indicação de "que filme foda!" aqui. Vamos nessa...

O post conta 11 coisas que você não sabe sobre o filme 'Clube da Luta', mas vou colocar aqui as que mais me chamaram atenção:

2. Tanto homens quanto mulheres imploraram ao autor Chuck Palahniuk para que ele lhes mostrasse onde poderiam encontrar clubes de luta de verdade para
ficarem sócios




























Chuck Palahniuk disse à revista Premiere, em 1999, que as pessoas vinham até ele, em sessões de autógrafo, e imploravam para que ele informasse sobre lugares reais de clubes de luta. Palahniuk comentou: "Você ficaria bem surpreso com o número de mulheres interessadas."

De acordo com as anotações da entrevista, embora Palahniuk tenha ouvido rumores de clubes de luta reais em lugares como Nova Jersey e Londres, o autor não daria a esses aspirantes qualquer informação útil. Palahniuk explicou: "Eu dizia: 'Não, é de faz de conta, é falso'. Isso partia o coração das pessoas."

3. A cena de sexo foi modelada como se o Monte Rushmore transasse com a Estátua da Liberdade. Foi feita em computação gráfica com muitos dias de gravação de sons de orgasmo da Helena Bonham Carter




















O supervisor de efeitos visuais Kevin Haug fez um comentário especial sobre a sequência de sexo do filme, onde falou sobre como a computação gráfica foi usada para criar a ação. Haug lembrou da explicação do diretor David Fincher sobre uma posição: "Eu acho que David disse que era como se uma das estátuas do Monte Rushmore estivesse transando com a Estátua da Liberdade." Neste comentário, Haug também lembrou da abordagem pretendida de Brad Pitt para pesquisar a performance de sua atuação na cena:

Lembro-me do Brad em certo momento dizendo que assistiria um monte de pornografia para que pudesse pegar ideias de posições dali. Mas basicamente a pornografia era chata em termos de mostrar posições diferentes. Eram sempre as mesmas. Assim, nós acabamos usando posições do "Kama Sutra".

A outra atriz na cena do sexo, Helena Bonham Carter, disse que as filmagens de todas as posições realmente não eram tão sexy quanto o que aparecia nas câmeras. Os seios de Marla do filme são mesmo só computação gráfica. Sua entrevista original de 1999 para o The Mirror parece que foi perdida, mas na época o website Salon incluiu uma citação de Carter da entrevista, onde ela disse: "Brad tinha bolinhas brancas por todo o corpo... e ao contar 'três' deveríamos ter 'ah, o orgasmo'". De acordo com um artigo da ESPN de 2003, Carter é citada no comentário do DVD dizendo:

Passei muitos dias indo até lá fazer o voice-over com sons de orgasmo para o filme. A primeira vez foi um pouco embaraçosa, mas depois eu até acostumei. E David [Fincher] dizia: "Rolo. Edward: Ação. Helena: Orgasmo." Isso pode deixar você muito tonto porque você tende a hiperventilar. Mas eu acho que já peguei a técnica. Essa foi uma das coisas mais importantes que eu aprendi com o filme: fingir orgasmos repetidamente.

5.Edward Norton e Brad Pitt aprenderam a fazer sabão com uma pessoa chamada Auntie Godmother (“Tia Madrinha”)




















Auntie Godmother's é uma empresa especializada na fabricação de sabão da Califórnia e foi fundada em 1995. Sua fundadora Cheryle-Anne Townsend, que atende pelo nome de Auntie Godmother, ensinou tanto Edward Norton quanto Brad Pitt a fazerem sabão para seus papéis no filme.

Em um post do Facebook, sobre uma feirinha de rua em 2010, Townsend comentou sobre seu negócio: "Nós somos fabricantes de sabão profissionais e fizemos todos os sabonetes para o filme 'Clube da Luta'. Eles, na verdade, descobriram a gente na feirinha de rua!

6. Tyler Durden e Marla são, na verdade, personagens baseados em pessoas reais. Chuck Palahniuk se inspirou em seis amigos dele ao escrever a história

























Johanna Schneller escreveu no artigo da Premiere sobre o Tyler do mundo real: "'Tyler' é um carpinteiro com propensão a invadir propriedades; ele liderava incursões a prédios condenados para salvar mármores e outros acessórios."

Palahniuk foi citado dizendo que seu amigo Tyler é "uma dessas pessoas neorromânticas que pensam que se o bug Y2K acontecesse, todos nós iríamos ser melhores."

A amiga que inspirou a personagem Marla aparentemente tinha um desejo bem antes de que Palahniuk fosse um aclamado autor: que se ele um dia ficasse famoso, ele a levaria para conhecer Brad Pitt. Anos mais tarde, Brad Pitt foi escalado para o filme e Palahniuk pôde levar todos os seis amigos que inspiraram os personagens para o set de filmagem. Ele lembrou: "Então, eu pude dizer: 'Tyler, este é o Tyler'; 'Marla, esta é a Marla', e todos estavam realmente fascinados uns pelos outros."

Em uma entrevista de 2014 para a TOR, Palahniuk descreveu em detalhes como seus amigos Tyler e Marla são na vida real, enquanto explicava como seriam os "novos looks" dos personagens nas sequências do filme. Tyler aparentemente teria "cabelos loiros, na altura dos ombros, como Jesus" e Marla não seria "muito parecida com a personagem que Helena Bonham Carter interpretou."

Você pode ver as outras aqui: 11 coisas que você não sabe sobre o filme 'Clube da Luta'


Nação Zumbi - Um sonho


quinta-feira, 2 de julho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

beta

lembra do grunhido no final de karma police? é quando você foi embora. e a próxima faixa é no surprises. mas não tem problema, já se passaram tantos anos. o céu nem é da mesma cor, nem o meu cabelo, nem as paredes. já se passaram tantos anos. e não dividimos a mesma cama, ou a mesma cena. só o mesmo choro. nunca mais ouvi seu choro. sigo meus pés, confusos, que ultimamente andam numa circunferência tão triste em volta de mim mesma. sabe? de passar noites indo e voltando para o mesmo ponto. que às vezes é você. não de forma a querer dirigir até sua porta e meio que recitar aquela letra do odair josé. não. de revisar toda a minha vida porque ela começou com você, e talvez acabe também. hoje não dormi, amanheceu e o sol na minha cara interrompeu um pensamento miserável. que era o seguinte: durante a história, você sabe, a história com h maiúsculo, enésimas vezes pares de pés passaram pelo mesmo constrangimento psicológico que o meu. esse, de não sair do lugar. depois consertaram o infortúnio com uma invenção excepcional. o relógio, o telescópio, o vapt vupt. pois é, ainda não mirabolei nenhuma recompensa por estar presa nesse intervalo recreativo que não muda. quiçá eu invente finalmente a máquina do tempo e possa voltar para te contar todas as coisas que descobri depois que nunca mais te vi: saturno jamais vai tocar plutão, eu ainda amo seus óculos quadrados e ok computer não é o melhor álbum do radiohead.

yasmin

estratosfera surda

certa vez vi um filme que falava sobre o barulho urbano se aglomerando numa sintonia estranha
que parece música
depois li um livro que citava uma determinada música
não me lembro o nome
e essa música era puro silêncio
não sei, uns 9 minutos de silêncio, onde você encaixava os sons do seu redor
o assovio pro táxi
o escarro
o metrô saindo
a água explodindo o hidrante
a sirene
o trânsito
o choro
a cigarra
os passos
o tiro
o brinde
o tombo na escada
a sacola no vento
o vento
juntos numa nota, ou várias
não entendo nada de arranjos, mas esses caras entenderam
todos os ruídos desconexos da rua são, por determinação de alguém, uma maldita música
que toca sem pausa
e a minha cabeça é uma desgraça
um túnel de lata
não faz um instante de silêncio
eu nem sequer sei mais distinguir a minha voz do seu grito, o seu gemido da tv, a manifestação do tiroteio
deve ser realmente como disseram, a gente é só sonoridade
uma porcaria sonora se aglomerando numa sintonia estranha
que parece música
mas não é

yasmin

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Stay With Me

Curti pra demais esse cover da Jessie J, ela tem uma voz incrível. Falar a verdade, não gosto muito daquelas paradas pop dela, mas quando ela ela quer mostrar a voz, eu eim! Confere aí:


Música: Stay With Me, do Sam Smith.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Filme e Música

E aí galera!
Sei que aqui no Blog parece que só venho de visita, dou um "Oi" e vou embora. Mas fazer o que né!? Não sou muito boa nisso.
Então, vim deixar aqui pra vocês uma música pra vocês conferirem e uma dica de um filme novinho em folha, que ainda vai sair no cinema e vocês podem ir assistir. O filme é como desculpa por demorar aparecer por aqui e a música é como desculpa pelo filme que quem curtir vai ficar louco pra ver e vai ter que esperar o lançamento (como eu). Confere aí vocês vão amar!!!



Gabriel Elias - Você merece o mundo
Canal no Youtube: youtube.com/Bielzin505
Facebook: facebook.com/gabrieleliasmusica



Filme Ponte Aérea - Trailer Oficial (2015)

Bruno (Caio Blat) e Amanda (Leticia Colin) se conhecem durante um voo que devido a uma tempestade tem seu trajeto desviado e faz um pouso de emergência de Belo Horizonte, onde seus passageiros irão passar a noite. Amanda é uma jovem e bem-sucedida publicitária, Bruno é um artista plástico talentoso mas que se recusa a amadurecer. Apesar de serem bem diferentes, os dois sentem uma atração inexplicável um pelo outro e vivem um amor momentâneo. O filme discute a dificuldade dos jovens em criar laços duradouros e sua resistência em enfrentar questões da vida adulta.

Lançamento: 26 de março de 2015
Dirigido por: Julia Rezende
Com: Letícia Colin, Caio Blat, Emílio de Mello
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil
Distribuidor: PARIS FILMES

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sugestão de Livro - Cartas na Rua (BUKOWSKI, Charles)

Falar desse livro não é fácil, pois precisa das palavras certas pra não deixá-lo nenhum pouco menos incrível do que realmente é. Para mim é um livro incrível, pois adoro essa escrita do estilo literário Beatnik (um movimento sociocultural nos anos 50 e princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida antimaterialista - Wikipédia mesmo tá haha). Alguns não recebem bem esse estilo de escrita, por ser algo mais "na lata", mas nada melhor do que sair do comodismo e ver o mundo com outros olhos com as histórias, maneira de pensar e o "estilo largado" do Bukowski. 
É o primeiro romance que conta a história pela voz de Henry Chinaski, seu alter ego, Bukowski narra suas memórias em tom hilário e melancólico.
É um livro de irreverência continua, tem coisas engraçadas, bebedeiras (como de costume em textos do Bukowski), momentos tristes e lindos (que são meus favoritos) e sexo.
Resenha 
Chinaski (pseudônimo de Bukowski), decide se candidatar a uma vaga nos Correios e como ele mesmo diz na primeira linha do romance: tudo começou como um erro. Dentre idas e vindas dos Correios muita coisa acontece na vida dele, muitas mulheres e até uma filha com Fay, uma mulher que ele encontrou depois de sair do jóquei numa emboscada. 
O livro é um romance-autobiográfico se assim pode se classificar, pois conta a vida de Bukowski durante esse emprego nos Correios. Ele revoluciona queimando as cartas do 4° setor ao acender um charuto, o tempo todo ele vai meio que por obrigação, se mostra cansado do trabalho, que realmente é um saco, além das cobranças do chefe, que não tolera 5 minutos de atraso e faz questão de tudo. Tem várias aventuras no jóquei, aonde mesmo depois de muito trabalho o cara ainda tinha coragem para encher a cara a noite inteira. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Colour Fade

quem mais apostaria em Plutão?

observar outro planeta a olho nu é um dos atos grandiosos e pouco estimados que nós temos a oportunidade de desprezar. um pontinho brilhante ao lado da Lua me diz mais do que toda a explicação cansativa sobre como a Terra é vulnerável. se, num relapso de insanidade, Saturno resolvesse abrir asas e reverberar infinitas vezes seu grito de guerra, seríamos engolidos com tamanha facilidade que não daria tempo de te ligar.
todas as teorias envolvendo um ou mais deuses, os bancos, as bibliotecárias, as câmeras profissionais que registraram inúmeros casamentos infelizes, o túmulo de Bukowski, as celas transbordando ódio, os reacionários, fascistas, o jornal de amanhã sendo produzido, as cores, os gritos, a Brigada Sul-Americana e todos os poemas que eu jamais te escreverei desapareceriam deixando apenas o alivío de nunca termos estado aqui.

certamente, seria belo.
não temos essa sorte.
as coisas e os caminhões de lixo e a folha em branco comendo seu cérebro esperando algumas palavras de compaixão permanecerão aqui, bem aqui, exatamente onde estamos, dividindo o mesmo ar odorífero. o fim não está próximo. o que se aproxima é a manhã seguinte, o dia seguinte, o ano seguinte, onde nada melhora. “it gets better” é só um macete para a baixa dos números que relatam suicídios anuais. não funciona. as pequenas causas tomam proporções gigantescas e todas as saídas - inseridas no consciente, ou sub - entopem. a culpa fica vaga.
ninguém sabe de onde surge o caos.
ele simplesmente surge.

estamos todos ilusoriamente no caminho certo: rumo ao hexa, à faturação mútua com o Pré-Sal, ao fim da terceira Guerra Mundial. o dia do juízo final - em que os anjos tocariam cornetas enquanto os malfeitores seriam decepados ao longo de um slide com 3 milhões de pixels contando sua história terrível de vida e os servos bondosos subiriam gloriosamente sob os pés de deus para um paraíso fiscal - é uma farsa. não há volta. o único meio de nos salvarmos é esperarmos.
em algum momento, o Universo se expandirá em demasia e, no ato simplório de abrir os braços para se espreguiçar de um sono milenar, a Terra,
juntamente comigo, contigo, com o nosso amor paralelo e o maço de cigarro que você leva amassado no bolso,
se tornará somente um pesadelo terrível
do qual só sobrará
o nada.

Yasmin

tomb 875, green hills memorial park, CA

meu pai me olha todos os dias se perguntando
quem sou eu
mas nunca encontra resposta.
talvez ele acredite que a sua filha não é ninguém
ainda.
esse é o único momento
em que nós dois estamos
perfeitamente
de acordo.

quando as pilastras ruem,
na maioria das vezes, não sinto vontade alguma de reconstrui-las.
o silêncio da desistência de
si mesma quase engole os livros da prateleira,
quase coloca fogo nos folhetos de algumas bandas
desconhecidas.
já desisti de tudo que apreciava e na manhã seguinte esperei tocar hey little rich girl
enquanto tomava um comprimido e abria as janelas pra
odiar um pouco mais
a falta da chuva.
você tem que se convencer de que realmente desistiu
e essa é a parte que sempre ficou em branco.

pode ser
que um dia eu conte pra alguém que escrevi meu melhor texto drogada
e esse alguém ria, ou me beije a boca
ou escreva sobre isso como escrevo o que me dizem,
o que fazem comigo.
sartre vai se orgulhar se todo mundo se adaptar
à essa merda,
mas a indústria cultural não.
nem toda mente e nem toda mão serve pra criar. a história de que cada um é capaz
só funciona nos corredores de colégios
e de pequenas empresas.

conheci pessoas que dariam a vida ou metade dela
pelo amor,
e elas davam.
essa fé inescrupulosa no sentir é constantemente
esmagada
por atos meramente racionais.
reconhecer as possibilidades do amor não significa,
necessariamente,
deixar de acreditar nele.
de qualquer forma, o avião cai.
o copiloto possui a restrita função de dividir o sentimento de fracasso e
de segurar a sua mão.
o copiloto é somente mais um peso pra despencar.
contudo, son, todos nós, no fundo, desejamos um.

bukowski nos deixou um inefável conselho
escrito alguns palmos acima dos vermes que comeriam seu corpo.
tentar é o caminho mais fácil
pra navalha entrar.
você só precisa ouvi-lo.

yasmin

domingo, 9 de novembro de 2014

Para domingos monótonos

Story of a man (História de um homem)
Tiago Iorc

Você passa a maior parte do tempo
Tentando entender
Porque você nunca consegue entender justamente o que você está tentando entender?
Passe mais tempo vivendo

Você passa a maior parte do tempo
Procurando pelo amor que estará à procura do seu amor
Você ama guardar o seu amor para o amor
Passe mais tempo amando

Você passa a maior parte do tempo
Falando de si mesmo e como isso é importante para seu ego
Mais do que para qualquer outra pessoa
Passe mais tempo ouvindo

Você passa a maior parte do tempo
Julgando tudo como se até soubesse de alguma coisa
Há mais nas coisas do que somente uma coisa
Passe mais tempo respeitando

Você passa a maior parte do tempo
Preocupado com o que irão dizer sobre suas maneiras bobas
E isso não é bobo, afinal de contas?
Passe mais tempo fluindo

Você passa a maior parte do tempo
Reclamando, blefando, odiando todos o tempos
Sangrando



Bom final de domingo ou de qualquer outro dia pra vocês.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

335 À DERIVA

Ainda corro - de e para inúmeras coisas. Noite passada encontrei outro poema daqueles que te sorriem do inferno. Os beats, é preciso detestá-los para entendê-los. Os beats continuam me arrastando. Damien Rice ainda me deixa triste. A primeira cena daquele drama-realista-ruim também. Encontros cataclísmicos. Depois de todos os romances escritos a partir da mesma perspectiva de um mesmo bêbado apostador de cavalos, ainda prefiro os poemas crus. E quando acho que te ver não destrói mais nada, toca post-rock em algum lugar. Mas você não sabe. É preciso não ter medo para erguer um Estado e coragem para derrubá-lo. Eles relatam em artigos de meia página a covardia do desequilibrado que apertou o gatilho na própria testa. E retornam à cafeteria. Requer bravura retirar a única coisa que te possui - e algum tipo de egoísmo em não ficar para assistir. Do extremo superior do Universo em forma de icosaedro alguém vê toda a nossa depressão, prepotência, agonia, o nosso medo, nossos sistemas econômicos, as cartas de amor, de despejo, nossas religiões e documentários científicos. É lúdico. Eu também riria se pudesse observar a miudeza do ser humano. Nos viramos com o que nos deram: um planeta para a miséria. Isso você sabe. Se eu te amo com todos os meus dissabores, por que não sinto coisa alguma? O ônibus surge na esquina e a maioria os destinos me parecem neutros. Acho que quero sempre ir embora. Já vi pessoas demais surtando por não conseguirem sair de si mesmas. Há quem sente o corpo como casa, há quem o odeia como prisão. Olha, auto aversão transforma tudo que você conhece em um campo minado. Nunca fui lunática, continuo lúcida. A desesperança é um privilégio. Eu sei que as rupturas da sua vida jamais se encontrarão com as minhas e que o espaço que você destinou ao meu amor é remoto à máquina de engrenagens enferrujadas. Foi preciso afundar tanto para encontrar esse bote. Te carrego com calma, ou exaustão. Ainda olho pesarosamente para as cicatrizes do último inverno. De repente o quarto do hotel era pequeno e eu quis me mudar para a sua casa e comer no seu prato e me lavar enquanto você lia jornal. Não tocava nenhum MPB em que a letra supre o som. Sobrevivemos de sonoridade. Você também sabe disso. No dia que o chão da cozinha se abriu e nós nos empurramos para limbos distintos eu fechei as janelas e lacrei as saídas de emergência. Só me restava sucumbir. E sucumbi. Não há formato de expressão que narre com coesão como é perecer de saudade. Era sempre a voz errada que me oferecia um trago. Continua sendo. Ainda escrevo impropérios nos azulejos do banheiro. Se percebo qualquer manifestação de benevolência espontânea - ou colo - iminente, ainda corro.

Yasmin Diniz

The Devil and God Are Raging Inside Me

Esse álbum é realmente DO CARALHO, pra mim! Há uma conjunção de tudo nesse álbum, as músicas super fodas com referências a cultura popular e literatura, juntamente com essa capa que é a minha preferida de todos os tempos. O álbum The Devil and God Are Raging Inside Me é da banda Brand New, formada em Merrick, Nova York, nos anos 2000. Abaixo a primeira música do álbum:

          

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Colocar legenda em filmes e seriados

Basta ir nesse link: CLIQUE, fazer o Download do Legendas 3.7, clicando em TORRENT DOWNLOAD ou MAGNET DOWNLOAD. Faça o download do instalador pelo Torrent e depois instale no seu computador o programa.

Depois de instalado, vá até o vídeo que você queira colocar a legenda e clique com o botão direito sobre ele e faça como está na imagem a baixo:

(se você quiser visualizar melhor a imagem é só clicar sobre ela)

As legendas aparecerão da seguinte forma:
Como um arquivo em branco, com o mesmo nome do seu vídeo, porém com diferente formato (.srt). Esse arquivo não pode ser apagado, nem retirado da pasta que está o vídeo, se não, o vídeo volta a ficar sem legenda.

Caso o programa não encontre legendas disponíveis para o seu vídeo, você pode fazer uma procura manual no site (http://legendasbrasil.org/), fazer o Download da legenda que você encontrar e colocar o mesmo nome do seu vídeo, na mesma pasta onde o mesmo se encontra. Isso ocorre em pequenos casos, pois o programa localiza as legendas na internet sempre.

Lembrando que, não são todos os filmes e episódios que tem legendas disponíveis. 

Espero que tenha ajudado ao pessoal que está fazendo os Downloads de Daria aqui no blog e a quem encontra vídeos, mas está triste, porque não tem legenda. :)